Temas

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Prato Principal


Depois de alguns meses comendo carne de terceira - sem piada neste caso - é chegada a tão aguardada hora. Final com Clássico Rei! Espero que os vestiários estejam desta vez preparados com armários de aço para evitar nova depredação do patrimônio público...
O que seria do nosso futebol sem o clássico rei? Refazendo a pergunta: O que seria do Fortaleza sem o Ceará e "vasco"-versa? Nada! A glória de um time só existe por conta do seu arqui-rival! O que seria dos super-heróis se não fossem os vilões? O que seria do futebol se não houvesse as piadas do dia seguinte após uma derrota? O que seria do esporte se não houvesse adversário? Que bom que o Barça não é invencível, portanto!
Espero que toda esta euforia possa fazer sempre parte dos amantes do esporte, mas que isto não seja motivo para justificar agressões ou qualquer outra forma de vandalismos ao patrimônio público e privado. Somos adversários, nunca inimigos! Amar um clube é como amar uma mulher. Não há explicação. Algo sobrenatural acontece e quando nos apercebemos, já foi. Amor a primeira vista. Para os aficcionados pela saga Crepúsculo, uma espécie de "imprinting". Ou seja, defenderemos nossa paixão aonde quer que estivermos mesmo sabendo que estamos errados. Mas isso é paixão. Nem sempre o racional impera. Mas, novamente, nada justifica agressão física contra quem quer que seja.
Que possamos ter um clássico rei bem apimentado como deve ser uma final entre os maiores clubes do estado. Que vença o melhor (ou seja, sem dúvidas, o Ceará!).

PS.: O Reina vai jogar... E o Guto joga? :p

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vivendo e aprendendo...


Não tinha noção que uma simples pergunta e - para mim - de óbvia resposta poderia trazer tanta celeuma. A fatídica pergunta ocorre normalmente nos dias de prova: "- Professor, posso responder com minhas próprias palavras?". A resposta obviamente é positiva, visto não ser justo obrigar (e nem é o objetivo de ensino) o aluno a memorizar conceitos de determinado autor. Infelizmente há quem confunda responder com suas próprias palavras com "responder o que eu acho da pergunta e como aceitou que eu respondesse com minhas próprias palavras tem que aceitar como respondi". Isso me deixa perplexo por não saber se fazem isso por esperteza com o intuito de me enrolar  (tipo vou ver se cola) ou pensam mesmo que numa prova eu aceitaria todas as respostas que não tinham nada a ver com o conceito que havia passado em minhas aulas. Se a resposta verdadeira for o primeiro pressuposto, não obtiveram o sucesso esperado (apenas me deixaram bem estressado, mas é do ofício). Se a questão se refere ao segundo pressuposto, fico triste em perceber o baixo nível de compreensão de uma parte dos alunos.
Assim creio que deva explicar a grande diferença da expressão "responder com minhas palavras" para "aceitarei tudo o que pensar que é verdade sobre a resposta". Quando falo que pode escrever com suas palavras, apenas permito que utilize seu córtex cerebral para adaptar o conceito do autor ao que pensas sobre o mesmo (ou seja, estás parafraseando o autor do conceito). 
Jamais poderia aceitar tudo o que pensas sobre a resposta de dada questão da prova como algo verdadeiro (inclusive se esquecer o conceito completo e deixa-o pela metade sem qualquer entendimento possível do mesmo).
Este infortúnio acabou por mudar a minha perspectiva de avaliação dos alunos. Infelizmente os justos pagam pelos pecadores. De agora em diante só farei questões objetivas: sem chance de reclamação, muito menos enchimento de linguiça. Sem contar as valiosas horas do meu dia que perco corrigindo e fazendo das tripas coração para tentar imaginar o que está escrito na prova - sempre tem aqueles alunos com dons para ser médico, nem que seja só na escrita.
Fica aqui meu desabafo e sei que não é exclusividade minha este dissabor, não é queridos amigos professores?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Retomando este espaço

Depois de alguns anos sem usar esta ferramenta, bateu uma saudade e vou passar a usá-la mais.Tanto para falar do que penso acerca de fatos quanto como uma ferramenta de ensino. Vamos ver no que dá! ;D